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Samode, a essência perdida do Rajastão

A secura da boca empasta a língua, O ar, abafado e denso, encharca a testa e cola a camisa às costas. Os cheiros, fortes e mesclados, entram de rompante pelo nariz, ainda não refeitos da mudança abrupta de continente.

Os olhos teimam em não piscar, querendo absorver de uma só vez, todas as cores deste matiz que se abre à nossa frente. Entramos numa viagem sensorial. Estamos na índia. Embrenhamo-nos no Rajastão. Deli está já a algumas horas de distância. As cores, odores, sons e texturas a que estamos habituados, aqui, fazem pouco sentido. Pode-se dizer que a índia está para o viajante da actualidade como seguramente estaria para Vasco da Gama quando aqui chegou. Continua exótica, diferente, única e incrível. Ao entrar em Jaipur, capital do estado, vislumbramos os tons dourados de um sol que teimou em brilhar todo o dia. Atravessamos a cidade de raspão e seguimos para um Rajastão rural, feito de campos agrícolas trabalhados por mãos calejadas de mulheres. Mulheres que exibem com orgulho os seus saris de cores berrantes e diversas.

Se Gauguin em vez de se refugiar na polinésia, se refugiasse na índia, seriam estas mulheres que ele iria pintar. Já noite dentro, vale a pena subir uma colina encimada por uma cidadela fortificada. Estamos no meio de nada e, de repente, temos tudo. Samode aparece no horizonte como uma barca encalhada no topo da montanha. Samode foi, durante séculos, uma mera cidadela fortificada, longe de tudo e de todos, mas com uma localização que permitia ver e controlar o que se passava a dezenas de quilómetros. O forte, que nasceu no topo da colina, foi construído de forma rude, ao melhor estilo Rajput, e assim continuou durante mais de metade da sua existência.

Nos primeiros anos do séclo XIX, Rawal Berisal decidiu converter o forte em palácio criando as condições para que hoje, um cansado viajante sinta, ao chegar, que entrou no faustoso mundo dos Marajás. Pode-se desfrutar de dias repletos de sensações em Samode. Nesta cidade, sentimo–nos envolvidos por aquele ambiente que nos empurrou para outros tempos. Vaguear pelas ruelas de casas de cor ocre com frescos pintados nas ombreiras, espreitar um casamento com noivos vestidos a rigor, cheirar o perfume das flores que ondulavam ao vento. São estas pequenas e particulares coisas que nos fazem sair de lá inebriados. São tantas e tão boas as sensações que chegamos a pensar que apreendemos toda a índia em dois dias.

 

Como ir

A Agência Papa-Léguas realiza viagens ao Rajastão, incluindo:

Transfers para aeroportos, hotéis e estações, excepto no regresso a Deli durante a extensão

Voo Varanasi-Deli eVaranasi-Goa-Deli para a extensão

Transporte privado para todo o circuito e entre Deli e Agra

Viagem de Comboio nocturno em lª Classe entre Agra e Varanasi, alojamento em liteiras com ar condicionado

Alojamento em hotéis de categoria superior, em quartos duplos, segundo o quadro do itinerário

Alimentação descriminada no quadro do itinerário

Visitas e excursões descriminadas no itinerário: visitas de meio-dia a Deli, Jaipur, Jaisalmer, Jodhpur, Udaipur, Pushkar, Agra, Sarnath, passeio de barco no rio Gangês em Varanasi

Guias professionais indianos de língua inglesa

Seguro de assistência em viagem e seguro de cancelamento de viagem

Passeio de rickshaw em Deli: visita a uma Comunidade local de fabricantes de fantoches: passeio de camelo em Jaisalmer, espectáculo ao vivo “Mohabbat the Taj (Replica do Taj)”, passeio de Buggie ride e Aarti ceremony no ghat de Varanasi.

Ver condições em www.papaleguas.com